14 de abril de 2013

Angélica fala sobre a família, dinheiro e carreira em entrevista à Folha!


Folha de São Paulo amanheceu mais colorida neste domingo (14) . Angélica estampa a coluna da jornalista Mônica Bergamo em enormes e exclusivas fotos. Durante a entrevista, que narra parte de um dia de gravação do Estrelas, Angélica desmente a crise no casamento, fala sobre a criação dos filhos e conta como é conciliar a carreira e dinheiro sem perder os pés no chão. Abaixo você confere a matéria na integra e as fotos que foram feitas na tarde de quarta-feira (27) durante e após a gravação da matéria com o cantor Thiaguinho e sua mãe, Dona Glória. Para ver as fotos deste post em tamanho maior clique com o botão direito sobre as imagens e depois em "abrir link em uma nova guia".


Angélica, 39, está em uma pausa da gravação do programa Estrelas (Globo), no parque Ibirapuera, em SP, quando é interrompida por sua empresária, Deborah Montenegro. Celular na mão, ela avisa: "Benício está com dor de dente". Trata-se do filho do meio da apresentadora, de cinco anos. A loira instrui o que ela deve dizer à babá. E volta ao trabalho.


Em uma mesa, ela conversa com o cantor Thiaguinho. A empresária se aproxima de novo e diz algo. Angélica tira o chiclete que estava em sua boca e coloca na mão de Deborah. Liga para o dentista. Depois, orienta a babá. "Mãe é eternamente um cordão umbilical", diz à repórter Lígia Mesquita. Além de Benício, ela e o marido, Luciano Huck, são pais de Joaquim, 8, e de Eva, seis meses.


A gravação termina. Angélica agradece à equipe. O diretor do parque, seguranças e fãs pedem fotos. Já no carro, ela checa os dois celulares e os devolve à sua bolsa Louis Vuitton com tecido brilhante. O destino é o hotel Emiliano, nos Jardins.


Com uma carreira que começou aos seis anos de idade, quando ganhou o concurso de criança mais bonita do programa do Chacrinha, está acostumada aos holofotes. Quando os filhos nasceram, foram "apresentados" em capas de revista. Há alguns dias, a caçula estreou na mídia. A foto da família reunida surgiu em meio a rumores de que o casal estava em crise. Um dos motivos: uma suposta traição de Huck.


Ela admite que não teria "nenhum" problema em assumir uma traição. "Se eu fosse traída, não sei nem se eu estaria casada mais [risos]. Não sei se eu ia perdoar. Essa notícia foi uma novidade ridícula, sem fundamento. A pessoa que inventou isso vai ser responsabilizada. É uma mentira." Quem teria inventado, ela não fala. "Não vou colocar azeitona na empada dessa pessoa." O assunto, diz, chegou a provocar risos no casal. Mas já irrita. "É maldade." Pega um chiclete de morango na bolsa.


Desde sempre celebrada por sua beleza, ela namorou bastante antes de se apaixonar por Huck: o apresentador Cesar Filho, o cantor Maurício Mattar, o empresário Luiz Calainho e o ator Marcio Garcia foram seus pares. Quando questionada se já foi traída, Angélica responde: "Eu fuuui! Mas traí também. Já traí e fui traída. Mas não eram relacionamentos que tinham a importância e a consistência que tem o meu hoje. Nossa família é a coisa mais sagrada pra gente".


Rebate especulações de que o casal não poderia anunciar uma separação por causa de contratos publicitários. "Neguinho viaja. A gente nem tem contrato juntos. Se tivéssemos, acima de qualquer coisa, eu ia me preocupar é com a cabeça dos meus filhos." E segue: "Nosso relacionamento é pra vida toda".


Quando o carro chega ao hotel, uma multidão de adolescentes está na porta. São fãs da cantora Rita Ora, também hospedada lá. Angélica posa para fotos. Acomoda-se no lobby e pede um chá.


Em novembro, ela completa 40 anos. E já assume a futura idade. "Que numerozinho mais sem graça, 39. Vou arredondar pra 40 [risos]. Tô me sentindo feliz. O corpo, o cabelo, a pele, lógico que com 30 eram diferentes. Mas tanta coisa eu ganhei nesses dez anos: fiz meus três filhos, formei minha família. Me tornei uma pessoa mais tranquila." E mais segura. "Do que eu quero, do que eu posso, do que eu sei", afirma ela, que faz análise duas vezes por semana desde os 23 anos.


"Quando eu era adolescente, tinha o corpo cheiinho e falavam: 'A Angélica é roliça'. Depois, maior, falavam: 'Ih, a Angélica tá namorando fulano'. Essa cobrança da vida pessoal ou do corpo, do cabelo, sempre existiu", afirma a apresentadora.


Angélica ganhou seu primeiro programa na TV aos 13, em 1986, o "Clube da Criança", na Manchete. Passou depois pelo SBT e, em 1996, chegou à Globo. Em 2000, deixou o público infantil. "Comecei muito cedo mesmo. Me sinto muito realizada de ter conseguido chegar aonde cheguei de forma sã. Sei que sou sã, que não pirei [risos]", afirma.


Há sete anos, ela comanda o "Estrelas". O programa mostra curiosidades da vida dos famosos. "Hoje tem o famoso e tem o artista", analisa. "Qualquer um diz que é apresentador, pega o microfone e acaba fazendo. Mas o público a gente não engana... por muito tempo [risos]!"


Ser chamada de celebridade não a incomoda. Aliás, nenhum rótulo. "Quando comecei, era apresentadora, loirinha, igual à Xuxa, da coxa grossa, da pinta na perna", diz a paulista de Santo André. Para ilustrar essa necessidade de rotular, ela conta, rindo, o que tinha acontecido horas antes, no restaurante do hotel. "Tinha uma mesa com quatro senhores de uns 70 anos. Passei sorrindo, porque eles ficavam me olhando. Aí, um deles falou: 'Tá vendo aquela ali? Ela é a esposa daquele narigudo'."


Ela assume que rotula os outros. "Mas tomo cuidado na frente das crianças, principalmente para não falar palavrão." Sim, a apresentadora que tem a imagem de "certinha" às vezes solta palavras de baixo calão. "Por mais que saia capa de revista falando dessa coisa de 'família Doriana' [de propaganda de margarina], é assim porque a gente tá junto, é uma família sólida. Mas que tem problema, briga, fala palavrão. Não acho que exista a família perfeita."


Educar os filhos em meio a uma condição financeira muito diferente da dela e da do marido é um de seus desafios. "Comecei a trabalhar cedo, era de classe média baixa, meus pais não tinham grana. Luciano tinha realidade diferente, mas não é a mesma de agora. Ele é filho de intelectuais, tinha mais grana, começou a trabalhar aos 20."


O exercício diário é dizer não para os pequenos. "Me policio pra falar menos não. Não vou ser hipócrita, meu filho pode comprar um brinquedo pra ele. Mas não significa que a gente dê tudo o que eles pedem", diz.


A apresentadora acha "uma bobagem" o que seria preconceito com quem tem dinheiro no Brasil. "Tem gente que tem vergonha de falar que tem [dinheiro], tem culpa. Eu não. Vejo o quanto trabalho desde cedo. O Luciano também", afirma. "Se eu posso dar a possibilidade para os meus filhos de eles terem um jardim enorme pra eles correrem, uma piscina deliciosa aquecida, eu vou dar. Nosso país é muito desigual? É, em todos os sentidos. O principal é educação, saúde."


Texto: Mateus Luz | Matéria & Entrevista: Lígia Mesquita/Folha
Fotos: Eduardo Knapp/Folhapress | Agradecimentos: JÚ

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